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Dinheiro do médico

Quanto cobrar por uma consulta particular?

Escrito por Equipe adm.doctor · Publicado em · 16 min de leitura

Capa do artigo "Quanto cobrar por uma consulta particular?", com o logotipo da adm.doctor

Resposta curta

Não há tabela oficial: o valor da consulta particular é você quem define. Some custos do consultório e quanto quer ganhar, divida pelas consultas pagas no mês e acrescente imposto e taxa do cartão; no nosso exemplo, o piso fica entre R$ 347 e R$ 385.

Existe tabela oficial com o valor da consulta particular?

Não. Nenhuma lei fixa o preço da consulta particular. O Código de Ética Médica diz que é direito do médico “estabelecer seus honorários de forma justa e digna” (Código de Ética Médica, CFM, Capítulo II, inciso X). Ou seja: o valor é seu, mas não pode ser aviltante (tão baixo que desvaloriza o trabalho) nem abusivo.

A referência pública mais conhecida é a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), publicada pela Associação Médica Brasileira. Ela organiza os procedimentos em “portes” (degraus de complexidade) e serve, sobretudo, para negociar com planos de saúde. Segundo a página oficial da CBHPM, consultada em 26/10/2026, a última edição é a de 2022, atualizada depois por resoluções normativas (a mais recente listada é a nº 071/2026). Ela é um parâmetro, não uma obrigação: você não é obrigado a cobrar o valor da CBHPM do paciente particular.

Por isso não publicamos aqui uma “tabela de preço por especialidade”. Qualquer tabela assim seria média de anúncios, não regra. O seu preço sai da sua conta, que vem a seguir.

O que o CFM permite e proíbe na hora de cobrar?

  • Combinar o valor antes. É proibido deixar de ajustar com o paciente, antes, o custo estimado do atendimento (Código de Ética Médica, art. 61). Diga o preço na hora de marcar.
  • Divulgar o preço é permitido. Desde a Resolução CFM 2.336/2023, art. 9º, o médico pode informar o valor da consulta, os meios de pagamento e anunciar descontos em campanhas. Premiação ou “venda casada” (consulta com exame de graça, por exemplo) continuam proibidos.
  • Não condicionar o valor ao resultado. Cobrar só “se der certo” é vedado (art. 62 do Código de Ética).
  • Não cobrar duas vezes pelo mesmo ato (art. 66).
  • Retorno. Quando o paciente volta só para mostrar os exames pedidos na consulta, isso é continuação do mesmo ato e não gera nova cobrança. O prazo desse retorno é você quem define. Se aparece outra doença, ou o quadro muda e exige nova avaliação, é nova consulta, que pode ser cobrada (Resolução CFM 1.958/2010, art. 1º, §§ 1º e 2º, art. 2º e art. 3º).

A regra do retorno pesa no preço: cada retorno sem cobrança ocupa um horário da agenda. Por isso ele entra na conta abaixo.

Passo 1: quanto custa manter o consultório por mês?

Liste tudo o que você paga mesmo se não atender ninguém. Use os valores do seu contrato, não chute. Um exemplo de consultório pequeno, com uma sala alugada:

Custo fixo do mêsExemplo
Aluguel da sala ou coworking, condomínio, luz, internetR$ 3.500
Secretária ou atendimento da agendaR$ 2.500
Sistema de prontuário, telefone, material de escritórioR$ 400
Contador da empresaR$ 400
Limpeza e material de consumoR$ 300
Divulgação (site, redes)R$ 400
TotalR$ 7.500

Não esqueça os custos anuais. Anuidade do CRM, seguro e certificado digital (a assinatura eletrônica da empresa) entram divididos por 12. Se a consulta usa algum material descartável, some esse valor por consulta, à parte.

Passo 2: quantas consultas são pagas de verdade no mês?

Aqui está o erro mais comum: dividir o custo pelo número de horários da agenda. Nem todo horário vira dinheiro. Há faltas, buracos na agenda e retornos que não são cobrados.

Agenda do exemploConsultas
4 períodos de 4 horas por semana, consulta de 40 minutos: 6 por período, 24 por semana, 4 semanas96 horários
Faltas e horários vazios (15%)− 14
Retornos para ver exames, sem cobrança (20% da agenda)− 19
Consultas pagas no mês63

Os 15% e os 20% são do exemplo. Olhe a sua agenda dos últimos três meses e use os seus números. Se você ainda está começando, a agenda tende a ficar mais vazia no início. Conte com isso.

Só para empatar os custos, cada consulta paga precisa trazer R$ 7.500 ÷ 63 = R$ 119. Abaixo disso, você paga para atender.

Passo 3: quanto você quer ganhar por mês?

Agora entra o seu trabalho. Defina quanto quer tirar do consultório por mês, antes do seu imposto pessoal. No exemplo: R$ 12.000. Uma forma de achar esse número é comparar com o que você ganharia no mesmo tempo dando plantão. As 64 horas do exemplo, num plantão, renderiam quanto? Veja quanto paga um plantão médico.

Então a consulta precisa cobrir R$ 7.500 de custo mais R$ 12.000 para você: R$ 19.500 por mês, já livres de imposto e de taxa. Dividido por 63 consultas, dá R$ 309,52, cerca de R$ 310 por consulta. Mas ainda falta o imposto.

Passo 4: quanto o imposto e a taxa do cartão mudam o preço?

O imposto sai do valor cheio da consulta, não do que sobra. Por isso ele precisa entrar no preço. Quanto sai depende do regime da sua empresa, a forma de pagar imposto que ela escolheu. Abaixo, a mesma conta nos três regimes mais comuns para o médico com CNPJ, com as regras de 2026. A taxa do cartão ou do link de pagamento aparece como 3% só para o exemplo: confira a do seu contrato.

Regime da empresaImposto sobre o faturamento (exemplo)Preço mínimo da consulta (só imposto sobre o faturamento)Faturamento do mês
Simples Nacional, Anexo III (Fator R, a folha dividida pelo faturamento, de 28% ou mais)7,63%R$ 347R$ 21.861
Lucro Presumido em São Paulo: IRPJ e CSLL (impostos sobre o lucro, calculados sobre 32% do faturamento, Lei 9.249/1995, arts. 15 e 20), PIS, COFINS e ISS de 2%13,33%≈ R$ 370
+ INSS de 20% sobre o pró-labore, à parte
R$ 23.310
Simples Nacional, Anexo V (Fator R abaixo de 28%)16,45%R$ 385R$ 24.255

O Simples Nacional é o regime simplificado: o imposto vem numa guia só, o DAS. A medicina fica no Anexo III, a tabela mais barata, quando o Fator R é de 28% ou mais (Lei Complementar 123/2006, art. 18, § 5º-B, XIX). O Fator R é a folha de pagamento dos últimos 12 meses (o pró-labore, que é o salário do sócio, mais salários de funcionários, INSS da empresa e FGTS) dividida pelo faturamento dos mesmos 12 meses (mesma lei, art. 18, § 24). Abaixo de 28%, a medicina cai no Anexo V, a tabela mais cara (mesma lei, art. 18, § 5º-M, I). Os preços da tabela foram arredondados para cima, para não ficar abaixo do piso.

No Simples, a porcentagem sobe conforme o faturamento dos últimos 12 meses (o RBT12, a receita bruta somada dos 12 meses). Por isso ela não é redonda: com R$ 21.861 por mês, a empresa fica na segunda faixa da tabela. No Lucro Presumido, some ainda o INSS de 20% que a empresa paga sobre o seu pró-labore (Lei 8.212/1991, art. 22, III). E em qualquer regime, você paga 11% de INSS sobre o seu pró-labore, até o teto do INSS (R$ 8.475,55 por mês em 2026, tabela do INSS). Detalhes em quanto de pró-labore tirar.

E a reforma tributária? Em 2026, ano de teste, a CBS (0,9%) e o IBS (0,1%), os novos impostos sobre o consumo, só aparecem na nota como informação e não mudam a conta acima. Veja o que muda para o médico com a reforma.

Veja a diferença: no Simples, o mesmo consultório precisa cobrar R$ 38 a mais por consulta só porque o Fator R ficou abaixo de 28% (Anexo V em vez do III). São cerca de R$ 2.400 por mês. Mas subir o Fator R tem custo: no exemplo, a folha inteira (pró-labore + salários + FGTS) teria de chegar a cerca de R$ 6.100 por mês, 28% do faturamento de R$ 21.861. Se a secretária do Passo 1 é registrada (CLT), ela já soma cerca de R$ 2.700 com o FGTS, e o pró-labore fica perto de R$ 3.400. Sobre o pró-labore há 11% de INSS e imposto de renda da pessoa física, que comem parte dessa diferença. Vale conferir em o que é o Fator R e em Simples ou Lucro Presumido.

E quem atende no CPF, sem empresa? Aí o imposto é o carnê-leão, o imposto de renda mensal de quem recebe de pessoa física, que pode chegar a 27,5% sobre o que sobra depois das despesas do livro-caixa (o caderno, em papel ou digital, onde você anota o que recebe e o que gasta no consultório). A conta muda bastante. Veja como funciona o carnê-leão e se vale mais ser PF ou PJ.

A fórmula do preço, numa linha só

Preço da consulta = (custos fixos do mês + quanto você quer ganhar) ÷ consultas pagas ÷ (1 − imposto − taxa do cartão)

No exemplo do Simples, Anexo III: (R$ 7.500 + R$ 12.000) ÷ 63 ÷ (1 − 0,0763 − 0,03) = R$ 309,52 ÷ 0,8937 = R$ 346,33, arredondado para cima: R$ 347. Aqui o INSS da empresa já vem dentro do DAS.

Conferindo de trás para frente, com 63 consultas de R$ 347:

LinhaValor no mês
Faturamento (63 × R$ 347)R$ 21.861
Imposto da empresa no DAS (7,63%)− R$ 1.668
Taxa do cartão ou link (3%)− R$ 656
Custos fixos do consultório− R$ 7.500
Sobra para você (antes do seu INSS de 11% e do seu imposto de renda)R$ 12.037

No Lucro Presumido, a mesma fórmula dá R$ 309,52 ÷ 0,8367 ≈ R$ 370. Mas ali a empresa ainda paga 20% de INSS sobre o seu pró-labore, fora dessa conta. Com um pró-labore de 1 salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), são mais R$ 324 por mês. Para sobrar os mesmos R$ 12.000, some esse valor aos custos fixos: o preço sobe para cerca de R$ 377.

Quer usar o seu número real? Peça ao seu contador a porcentagem de imposto da sua última guia (o DAS ou o DARF, os boletos do imposto da empresa) e troque a do exemplo. Para comparar os caminhos, use o simulador.

Esse é o piso: o mínimo para o consultório se pagar e pagar você. Cobrar menos que isso só faz sentido por um tempo curto, para encher a agenda, e com data para acabar.

Como comparar o seu preço com o mercado?

O piso diz quanto você precisa. O mercado diz quanto o paciente da sua região aceita pagar. Junte os dois:

  1. Pesquise de 5 a 10 colegas da mesma especialidade, no mesmo bairro ou cidade, e com consultório parecido com o seu. As plataformas de agendamento on-line mostram muitos desses valores.
  2. Anote o menor, o do meio e o maior. Não copie a média: ela mistura quem acabou de começar com quem tem 20 anos de carreira.
  3. Posicione-se com motivo. Título de especialista (o RQE), área de atuação mais estreita, consulta mais longa, retorno por mensagem incluído e exame simples feito na própria consulta justificam ficar acima do meio.
  4. Se o mercado paga menos que o seu piso, não abaixe o preço no escuro. Mude a conta: menos custo fixo (sala dividida, coworking), mais consultas pagas (menos faltas, confirmação na véspera) ou outro regime de imposto.

Compare também com o que o convênio paga pela consulta, se você atende algum. A diferença mostra quanto custa, para você, cada horário dado ao plano em vez de a um paciente particular.

Consulta, retorno, teleconsulta e pacote: um preço para cada?

TipoComo pensar o preço
Primeira consultaÉ a mais longa. Use a fórmula com o tempo dela.
Retorno para ver examesNão se cobra, se for continuação da mesma consulta (Res. CFM 1.958/2010). Diga ao paciente, já na primeira consulta, até quando vale o retorno.
Consulta de seguimento (doença crônica, ajuste de tratamento)Pode ser cobrada, a seu critério (art. 3º da mesma resolução). Pode ter valor próprio, se for mais curta.
TeleconsultaÉ permitida por lei (Lei 14.510/2022). Não há regra de preço: o custo de sala pode ser menor, mas o tempo e a responsabilidade são os mesmos. Veja como fica o imposto na telemedicina.
Pacote de consultasPode, se combinado antes e por escrito. Emita a nota quando receber o dinheiro.

Quando e quanto reajustar o valor da consulta?

Uma vez por ano, sempre no mesmo mês. Um ponto de partida é a inflação dos últimos 12 meses, medida pelo IPCA, o índice oficial do IBGE. Se os seus custos subiram mais que isso (aluguel, salário da secretária), refaça a fórmula com os valores novos.

Avise antes: diga o novo valor na hora de marcar e coloque-o no seu site ou na mensagem de confirmação. Paciente em tratamento que já tinha retorno combinado deve receber o retorno nas condições combinadas.

Sinal de que o preço está baixo: agenda cheia por semanas, quase sem faltas, e nenhum paciente reclamando do valor. Sinal de que está alto para o momento: muita gente pergunta o preço e não marca. Os dois pedem nova conta, não chute.

Como cobrar a consulta particular sem dor de cabeça?

  • Dê o preço antes, por escrito, junto com as formas de pagamento.
  • Peça CPF e endereço de quem paga já no agendamento. São os dados da nota.
  • Emita a nota no valor que o paciente pagou (antes da taxa do cartão), em nome de quem pagou. Ela é obrigatória para quem atende pela empresa e é o que o paciente usa para pedir reembolso ao plano e deduzir no imposto de renda. Passo a passo em como emitir nota para paciente particular. No CPF, o documento é o recibo do Receita Saúde.
  • Receba na conta certa. Não peça ao paciente que pague direto na sua conta pessoal: use a conta da empresa ou um link de pagamento ligado à nota. Dinheiro de consulta misturado com o pessoal desorganiza o imposto. Veja se o PIX do médico é taxado.
  • Separe o imposto todo mês, antes de gastar. Na maioria dos casos ele vence no mês seguinte: o DAS do Simples (a guia única), o PIS e a COFINS. No Lucro Presumido, o IRPJ e a CSLL são apurados por trimestre (Lei 9.430/1996, arts. 1º e 5º para o IRPJ e art. 28 para a CSLL), e o ISS segue o calendário da sua prefeitura.

Onde a adm.doctor ajuda na consulta particular?

A adm.doctor não define o seu preço: essa decisão é sua. Ela cuida do que vem depois da consulta. Atendeu um paciente particular? O app emite a nota e gera o link de pagamento para você mandar ao paciente. O paciente paga pelo link, não a você. No plano Associado, o imposto é pago antes do repasse e o líquido vai por PIX para a sua conta pessoal, já separado e registrado. Você acompanha no app as faturas a receber, com o status de cada uma. Sem taxa de adesão e sem multa de rescisão. Tem empresa própria? Fale com a gente para saber como fica no seu caso.

Na prática, isso muda a sua fórmula: no lugar do imposto, entra o percentual da consulta do plano Associado, porque o imposto sai antes do PIX. Na consulta, esse percentual é o mesmo em todos os planos. E some a mensalidade do seu plano aos custos fixos do Passo 1. Os valores dos planos ainda podem mudar: confirme no WhatsApp antes de fechar a conta. Pergunte também se a taxa do link está incluída; até lá, mantenha os 3% do exemplo. No exemplo acima, são 63 consultas e 63 cobranças por mês: no app, cada uma vira uma nota e um link.

Baixe o app adm.doctor ou simule quanto sobra no seu caso.

Perguntas rápidas

Existe valor mínimo obrigatório para a consulta particular?

Não. Nenhuma lei fixa o valor. O Código de Ética Médica pede honorários justos e dignos, e a CBHPM (última edição de 2022, segundo a AMB) é uma referência, não uma obrigação.

Posso divulgar o preço da consulta no Instagram ou no site?

Pode. A Resolução CFM 2.336/2023, art. 9º, permite informar o valor da consulta e as formas de pagamento. Premiação e venda casada continuam proibidas.

Posso cobrar o retorno?

Se o paciente volta só para mostrar os exames pedidos na consulta, não. Se aparece outra doença ou o quadro muda e exige nova avaliação, é nova consulta e pode ser cobrada (Res. CFM 1.958/2010, art. 1º, §§ 1º e 2º, art. 2º e art. 3º).

Qual o valor médio de uma consulta particular em 2026?

Não existe média nacional oficial, nem do CFM nem do governo. Os levantamentos que circulam são privados, com amostras pequenas e não oficiais, e o valor muda muito de uma cidade e de uma especialidade para outra. Use-os só como referência. O número que vale para você sai de duas contas: o seu piso (no exemplo deste texto, de R$ 347 a R$ 385) e o preço de 5 a 10 colegas da mesma especialidade na sua região, que as plataformas de agendamento on-line mostram.

Quanto cobrar sendo recém-formado ou sem RQE?

A conta é a mesma. No começo, a agenda tem mais buracos: use uma porcentagem maior de horários vazios no Passo 2. Sem o RQE (o registro de especialista no CRM), compare-se com colegas na mesma situação e marque uma data para rever o preço. Veja o guia do médico recém-formado .

Posso cobrar o mesmo valor do convênio?

Pode, mas não precisa. O valor do convênio é o que a operadora paga pelo contrato com você. O do particular é você quem define. Faça a conta do piso: se o convênio paga menos que ele, cobrar igual no particular deixa você no prejuízo.

Posso dar desconto à vista ou no PIX?

Pode. A Resolução CFM 2.336/2023, art. 9º, permite anunciar desconto. O que não pode é premiação ou venda casada. Emita a nota no valor que o paciente de fato pagou.

O imposto entra no preço da consulta?

Sim. Ele sai do valor cheio, então divida o que você precisa receber por (1 − imposto − taxa do cartão). Com 7,63% de imposto (Simples, Anexo III) e 3% de taxa, R$ 310 viram R$ 347.

Posso cobrar menos na teleconsulta?

Pode, se quiser. Não há regra de preço para a teleconsulta. Faça a mesma conta: o custo de sala pode ser menor, mas o tempo e a responsabilidade são os mesmos.

De quanto em quanto tempo devo reajustar?

Uma vez por ano, no mesmo mês, partindo da inflação (IPCA) e refazendo a conta se os seus custos subiram mais. Avise o novo valor antes de marcar.

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