Resposta curta
Pague a você mesmo um salário fixo, entre 70% e 80% da média do que entra já sem imposto, e guarde a sobra dos meses bons num colchão para os meses fracos. Planeje pelo que o hospital já pagou e separe o imposto antes de gastar.
Este artigo é o 7º de 9 do guia Contabilidade e rotina da empresa.
Abaixo, um método de gestão financeira para médicos que vivem de plantão, em 6 passos, com conta em reais. Vale para médico de qualquer estado: as regras federais (Receita Federal, INSS, Simples Nacional, imposto de renda) são iguais no Brasil todo; o que muda de lugar para lugar está dito em cada passo. Os números são exemplos, não promessa: o seu regime de imposto, o seu município e os seus hospitais mudam a conta. Este texto não recomenda investimento. Se você tem consultório, com aluguel e funcionário, a conta de custos fixos é outra: comece pelo livro-caixa do médico.
- Quanto você recebe de verdade, já sem imposto
- Quanto vai ser o seu salário fixo
- Para onde vai a sobra dos meses bons
- Quanto guardar para o mês sem plantão
- Como não ser pego pelo imposto
- Como prever o mês pelo que já foi pago
Por que a gestão financeira do médico plantonista é diferente?
Três motivos, e quase todo plantonista sente os três:
- O valor muda todo mês. Um mês tem 10 plantões, o outro tem 4, porque a escala mudou, você tirou férias ou ficou doente.
- O dinheiro chega depois. Você faz o plantão hoje e o hospital paga na data do contrato, muitas vezes semanas depois. Cada hospital tem a sua data.
- Parte do valor não é sua. Do bruto (o valor da nota do plantão) sai imposto. Quem gasta o bruto descobre a conta do imposto no mês seguinte, quando o dinheiro já foi.
Quem tem salário fixo planeja pelo contracheque. Quem vive de plantão precisa criar o próprio contracheque. É isso que os passos abaixo fazem.
Passo 1: quanto você recebe de verdade, já sem imposto?
Pegue os últimos 6 a 12 meses e anote, mês a mês, o líquido: o que caiu na sua conta depois do imposto. Se você é PJ, use o que de fato chegou à sua conta pessoal: do líquido da empresa ainda saem o contador e o INSS do pró-labore (o salário formal do sócio). Não use o valor da escala nem o bruto da nota. Exemplo de um plantonista PJ (com empresa própria, recebendo por nota fiscal), com uma alíquota de exemplo de 13,33% de imposto e R$ 802,51 por mês de custos fixos da empresa (explicados logo abaixo da tabela):
| Mês | Bruto (nota) | Imposto (exemplo 13,33%) | Custos fixos | Líquido na sua conta |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro | R$ 16.000,00 | R$ 2.132,80 | R$ 802,51 | R$ 13.064,69 |
| Fevereiro | R$ 9.000,00 | R$ 1.199,70 | R$ 802,51 | R$ 6.997,79 |
| Março | R$ 14.000,00 | R$ 1.866,20 | R$ 802,51 | R$ 11.331,29 |
| Abril | R$ 12.000,00 | R$ 1.599,60 | R$ 802,51 | R$ 9.597,89 |
| Maio | R$ 18.000,00 | R$ 2.399,40 | R$ 802,51 | R$ 14.798,09 |
| Junho | R$ 7.000,00 | R$ 933,10 | R$ 802,51 | R$ 5.264,39 |
| Média do mês | R$ 12.666,67 | R$ 10.175,69 |
Os custos fixos do exemplo somam R$ 802,51 por mês: o contador (R$ 300,00, o mínimo que se acha no mercado), o INSS de 11% que sai do seu pró-labore de um salário mínimo (11% de R$ 1.621,00 = R$ 178,31) e os 20% de INSS que a empresa no Lucro Presumido paga sobre esse pró-labore (R$ 324,20, Lei 8.212/1991, art. 22, III). Com pró-labore de um salário mínimo, o imposto de renda dele é zero. Seu contador pode ter outros custos fixos, como a anuidade da empresa no CRM do seu estado (CRM-SP, CRM-MG, Cremerj...), que tem valor próprio em cada conselho, e o certificado digital: some os seus.
Repare: o mês mais fraco (R$ 5.264,39) é bem menos da metade do mais forte (R$ 14.798,09). Quem gasta como em maio passa aperto em junho.
Se o hospital retém imposto na nota (por exemplo, 1,5% de imposto de renda e 4,65% de outros tributos federais, descontados antes de pagar), o que cai na conta já vem menor, e a guia do mês desconta essa retenção. Veja por que o hospital desconta imposto da nota.
A alíquota de 13,33% é só um exemplo, a de uma empresa médica no Lucro Presumido (um dos regimes de imposto da empresa). Os 11,33% de tributos federais valem igual em todo o Brasil; o ISS (o imposto da prefeitura) depende do seu município, e a lei fixa um piso de 2% e um teto de 5% (Lei Complementar 116/2003, arts. 8º e 8º-A). Em São Paulo, por exemplo, o exemplo usa ISS de 2%, e o total fica em 13,33%; numa cidade que cobre 5%, a mesma conta daria 16,33%. Confira a alíquota na prefeitura da sua cidade ou com o seu contador. O número não inclui o adicional do IRPJ (o imposto de renda da empresa), que só entra com faturamento bem mais alto (Lei 9.249/1995, art. 3º). No Simples Nacional (o regime de guia única, o DAS), a alíquota começa em 6% ou em 15,5%, conforme o Fator R (a conta que divide a folha dos últimos 12 meses, pró-labore incluído, pelo faturamento dos últimos 12 meses; pró-labore é o salário formal do sócio) (Lei Complementar 123/2006). Veja quais impostos o médico PJ paga e faça a conta do seu caso no simulador.
O que vale no Brasil todo e o que depende de onde você trabalha
De 2% a 5%, conforme o município
2% no exemplo
11,33% federais + o ISS da sua cidade
13,33% no total
Começa em 6% ou 15,5%, conforme o Fator R
Igual
Dia 20 do mês seguinte
Igual
Valor próprio do CRM de cada estado
CRM-SP
Passo 2: quanto vai ser o seu salário fixo?
O seu salário fixo é o valor que você transfere para a conta do dia a dia todo mês, faça chuva ou faça sol. Duas regras simples para achar o número:
- fique entre 70% e 80% da média líquida do passo 1; ou
- use o líquido de um mês fraco comum (não o pior mês da vida, o fraco de costume).
No exemplo, a média líquida é R$ 10.175,69. Um salário de R$ 7.500,00 fica em 74% da média e perto do mês fraco de fevereiro. Com esse número você monta o orçamento da casa: aluguel, escola, mercado, lazer. Se o custo de vida passa do salário, o problema não é a variação do plantão, é o tamanho do gasto.
Esse salário é uma regra sua, para organizar o dinheiro. Não confunda com o pró-labore, que é a retirada formal do sócio, com INSS (a contribuição para a aposentadoria) e imposto de renda. Para entender a diferença, veja quanto de pró-labore o médico PJ deve tirar.
Passo 3: para onde vai a sobra dos meses bons?
Para o colchão: uma conta separada que só serve para cobrir os meses fracos. No mês bom, o que passa do salário vai para o colchão. No mês fraco, o colchão completa o salário. Veja o mesmo plantonista, com salário de R$ 7.500,00:
| Mês | Líquido | Para o colchão (ou tira dele) | Saldo do colchão |
|---|---|---|---|
| Janeiro | R$ 13.064,69 | + R$ 5.564,69 | R$ 5.564,69 |
| Fevereiro | R$ 6.997,79 | − R$ 502,21 | R$ 5.062,48 |
| Março | R$ 11.331,29 | + R$ 3.831,29 | R$ 8.893,77 |
| Abril | R$ 9.597,89 | + R$ 2.097,89 | R$ 10.991,66 |
| Maio | R$ 14.798,09 | + R$ 7.298,09 | R$ 18.289,75 |
| Junho | R$ 5.264,39 | − R$ 2.235,61 | R$ 16.054,14 |
Em seis meses, a casa recebeu os mesmos R$ 7.500,00 todo mês, e ainda sobraram R$ 16.054,14. Desse total, separe primeiro as férias e o “13º” do passo 4: 6 × R$ 1.250,00 = R$ 7.500,00. Ficam R$ 8.554,14 no colchão, mais de um salário para o próximo mês fraco.
Dê um teto ao colchão, por exemplo 2 salários (R$ 15.000,00). O teto vale para o que sobra depois de separar férias e “13º”: por isso, no exemplo, o saldo de maio passa de R$ 15.000,00 sem estourar o teto. O que passar do teto vai para a reserva de emergência do passo 4.
Passo 4: quanto guardar para o mês sem plantão?
Plantonista PJ não tem 13º, férias pagas nem afastamento pago pela empresa. Se você não guardar, ninguém guarda. Uma conta simples:
- Férias: um mês sem plantão custa um salário. R$ 7.500,00 ÷ 12 = R$ 625,00 por mês.
- Um “13º” seu: mais um salário por ano, para as contas de começo de ano. Outros R$ 625,00 por mês.
- Reserva de emergência: o dinheiro para doença, acidente ou um hospital que atrasa. Uma referência comum é 6 meses de custo de vida. Quem depende de um hospital só, ou tem filhos, costuma querer mais. No exemplo, 6 × R$ 7.500,00 = R$ 45.000,00.
Férias e “13º” somam R$ 1.250,00 por mês. No exemplo, a sobra média é de R$ 2.675,69 por mês (R$ 10.175,69 − R$ 7.500,00), então essa parte cabe. A reserva de emergência se forma aos poucos, com o que passar do teto do colchão. E leva tempo: tirando férias e “13º”, sobram cerca de R$ 1.425,69 por mês. Para encher o colchão (R$ 15.000,00) e juntar a reserva (R$ 45.000,00), começando do zero, são R$ 60.000,00 ÷ R$ 1.425,69 = cerca de 42 meses, uns 3 anos e meio. Deixe essa reserva fácil de sacar. Onde aplicar é conversa com o seu banco ou com um profissional de investimentos.
O salário fixo do plantonista, em reais
- R$ 10.175Média líquida do mês, de janeiro a junho
- R$ 7.500Salário fixo, 74% da média
- R$ 1.250Por mês para férias e um “13º” seu
- R$ 16.054Sobra em seis meses, antes de separar férias e “13º”
Passo 5: como não ser pego pelo imposto?
O erro mais caro é gastar o bruto. O jeito de evitar depende de como você recebe:
| Como você recebe | Quem paga o imposto | O que você faz |
|---|---|---|
| PF por RPA (recibo de pagamento a autônomo, no seu CPF) | Em geral, o hospital desconta o INSS (a contribuição para a aposentadoria) e o imposto de renda antes de pagar. Em algumas cidades, desconta também o ISS (o imposto da prefeitura) | Guarde os informes de rendimento para a declaração anual |
| PF, recebendo de paciente | Você, todo mês, pelo carnê-leão (a guia mensal do imposto de renda de quem recebe de pessoa física) | Separe o imposto no dia em que o dinheiro entra. Veja como funciona o carnê-leão |
| PJ com contador comum | A empresa, pela guia (o DAS no Simples Nacional), que vence no dia 20 do mês seguinte (Resolução CGSN 140/2018, art. 40) | Separe o imposto numa conta à parte assim que o hospital paga, e confira a guia todo mês |
| No plano Associado da adm.doctor (sem empresa própria) | O imposto é pago antes do repasse | O PIX que cai na sua conta pessoal já é o líquido. A guia do mês não fica com você |
Exemplo de quem separa sozinho: uma nota de R$ 12.000,00 no Simples Nacional com 6% de alíquota pede R$ 720,00 guardados para o DAS. Se o Fator R ficar abaixo de 28%, a alíquota vira 15,5% e o valor sobe para R$ 1.860,00 (Lei Complementar 123/2006). Para entender a regra, veja o que é o Fator R.
Fique de olho também no imposto anual. Desde 2026, se a mesma empresa paga à mesma pessoa mais de R$ 50 mil de lucro no mês, 10% do valor todo ficam retidos na fonte, sem desconto nenhum (exemplo: R$ 60 mil de lucro no mês retêm R$ 6 mil), e quem recebe mais de R$ 600 mil no ano, somando tudo, pode ter um imposto mínimo a acertar na declaração (Lei 15.270/2025, que incluiu o art. 6º-A na Lei 9.250/1995). Veja como fica a distribuição de lucros. Quem é PJ também deve manter a conta da empresa separada da pessoal: misturar as duas pode virar confusão patrimonial, e aí a lei deixa cobrar dívida da empresa no seu patrimônio (Código Civil, art. 50).
Passo 6: como prever o mês pelo que já foi pago?
Plantão feito não é dinheiro na conta. Planeje com três listas, e atualize uma vez por semana:
- Pago: o que já caiu na conta. Só isso vira salário.
- A receber: nota emitida, com data prevista de pagamento de cada hospital.
- Atrasado: passou da data e não caiu. Cobre na hora, antes que vire hábito do hospital.
Se a conta não fecha no mês, a ordem é: primeiro o colchão; depois a reserva de emergência; e só então dinheiro de fora. Se precisar de dinheiro antes de o hospital pagar, confira primeiro se o que você tem a receber pode ser antecipado e compare esse custo com o de um empréstimo, e pergunte o que acontece se o hospital não pagar: em algumas antecipações, o médico tem de devolver o valor. Veja quando antecipar o pagamento do plantão.
E as despesas do trabalho, como organizo?
Separe em três grupos, porque cada um tem um jeito de entrar no orçamento:
- Fixas do mês: aluguel, escola, plano de saúde, contador. Cabem dentro do salário fixo.
- Do trabalho: combustível e estacionamento entre hospitais, alimentação no plantão, jaleco, cursos. Anote todas: além de pesarem no orçamento, algumas podem contar no imposto, conforme o seu caso. Veja quais despesas o médico pode deduzir e o que dá para pagar pelo CNPJ.
- Anuais: anuidade do CRM do seu estado, IPVA (cada estado tem a sua alíquota), IPTU (da sua prefeitura), seguro do carro, matrícula da escola. Some o ano e divida por 12. Exemplo: R$ 9.600,00 de contas anuais viram R$ 800,00 por mês guardados, e janeiro deixa de ser susto.
Onde a adm.doctor ajuda nessa rotina?
A adm.doctor cuida da parte do recebimento, que é onde o plantonista mais perde tempo e dinheiro:
- Nota fiscal: o nosso time emite a nota de cada plantão e ela aparece no app. Veja como funciona a nota do plantão.
- Imposto antes do repasse, no plano Associado: o imposto é pago antes de o dinheiro chegar a você. Não sobra a guia do mês para lembrar nem o imposto do mês para separar. O acerto anual da sua declaração continua existindo.
- PIX líquido na conta pessoal, no plano Associado: o valor já sem imposto cai por PIX na sua conta pessoa física. O passo 1 fica fácil: o que caiu é o líquido. Tem empresa própria? Fale com a gente para saber como fica o seu caso. Veja como funciona o PIX líquido.
- Faturas a receber com status: cada fatura mostra se está paga ou a receber, hospital por hospital. O atraso você confere com o prazo do contrato de cada hospital: se passou da data e a fatura segue a receber, cobre. Veja como saber se o hospital já pagou.
- Antecipação de recebível (o que o hospital ainda vai te pagar): precisa antes? Fale com a gente no WhatsApp para ver se dá para antecipar o que você tem a receber, com custo e prazo do seu caso. Pergunte também se, caso o hospital não pague, você teria de devolver o valor. Veja quando antecipar o pagamento do plantão.
- Nota particular com link de pagamento: atendeu um paciente particular? O app emite a nota e gera o link para ele pagar.
Cada plantão fica registrado no app, com o hospital e o valor. Vagas de plantão e a agenda completa no app chegam em breve, grátis para o médico. Veja como organizar a agenda de plantões.
O orçamento da casa, o colchão e a reserva continuam com você: a adm.doctor não faz controle de gastos pessoais nem recomenda investimento. Baixe o app adm.doctor e veja o que já está incluído. Na adm.doctor não há taxa de adesão nem multa de rescisão.
Qual a rotina de 15 minutos por semana?
- Confira as faturas: o que foi pago, o que está a receber e o que atrasou.
- Cobre o que atrasou.
- Se você separa o imposto sozinho, mova o valor do imposto para a conta própria dele.
- No começo do mês, transfira o salário fixo para a conta do dia a dia.
- Mande a sobra para o colchão, as férias, o “13º” e a reserva.
- Anote as despesas do trabalho e guarde os comprovantes. Veja que documentos mandar à contabilidade.
No plano Associado, com o PIX líquido, o passo 1 e o passo 5 deixam de ser tarefa sua. Quer ver quanto sobra líquido no seu caso? Faça a conta no simulador e baixe o app adm.doctor.
Fontes: Lei Complementar 123/2006 (Simples Nacional e alíquotas), Resolução CGSN 140/2018, art. 40 (vencimento do DAS no dia 20), Lei 15.270/2025 (retenção de 10% sobre lucros acima de R$ 50 mil no mês e imposto mínimo a partir de 2026), Código Civil, art. 50 (confusão patrimonial), Lei 9.249/1995 (adicional do IRPJ), Lei Complementar 116/2003, arts. 8º e 8º-A (ISS municipal entre 2% e 5%), Lei 8.212/1991, art. 22, III (20% de INSS da empresa sobre o pró-labore). Regras e prazos oficiais do imposto de renda: Receita Federal.
Perguntas rápidas
Quanto devo me pagar de salário fixo sendo plantonista?
Entre 70% e 80% da média do que caiu na sua conta, já sem imposto, nos últimos 6 a 12 meses. Se você é PJ, conte já sem o contador e o INSS do pró-labore. Com média de R$ 10.175,69, um salário de R$ 7.500,00 deixa sobra para os meses fracos.
De quanto deve ser a reserva de emergência do plantonista?
Uma referência comum é 6 meses de custo de vida. Com custo de R$ 7.500,00 por mês, são R$ 45.000,00. Quem depende de um hospital só costuma querer mais.
Quanto o médico deve poupar por mês?
No exemplo deste texto, cerca de 26% do líquido; uma faixa comum é de 15% a 30%. Não há número oficial. Primeiro guarde férias e “13º”: 2/12 do salário fixo, ou R$ 1.250,00 por mês com salário de R$ 7.500,00. O resto da sobra vai para o colchão e a reserva. No exemplo, a sobra média é de R$ 2.675,69 por mês (R$ 2.675,69 ÷ R$ 10.175,69 = 26%).
Médico deve separar conta PF e PJ?
Sim, se você tem empresa. Misturar a conta da empresa com a pessoal pode virar confusão patrimonial, e aí a dívida da empresa pode ser cobrada no seu patrimônio (Código Civil, art. 50). Pague-se pela conta da empresa e gaste pela conta pessoal.
Devo planejar pelo plantão feito ou pelo plantão pago?
Pelo pago. O hospital paga na data do contrato, às vezes semanas depois. Conte como salário só o que já caiu na conta.
Como não esquecer o imposto quando a renda varia?
Separe o imposto no dia em que o dinheiro entra, numa conta à parte. No plano Associado da adm.doctor, o imposto é pago antes do repasse, e o PIX que chega já é o líquido.
Plantonista PJ tem 13º e férias?
Não. Guarde 1/12 do seu salário fixo por mês para as férias e outro 1/12 para um “13º” seu. Com salário de R$ 7.500,00, são R$ 1.250,00 por mês.
A adm.doctor organiza o meu orçamento pessoal?
Não. Ela emite a nota, mostra as faturas a receber com status e, no plano Associado, paga o imposto antes do repasse e manda o PIX líquido. O orçamento da casa fica com você.
Fontes oficiais
- Lei Complementar 123/2006 (Simples Nacional)
- Lei Complementar 116/2003 (ISS municipal, arts. 8º e 8º-A)
- Resolução CGSN 140/2018, art. 40 (vencimento do DAS)
- Lei 8.212/1991, art. 22, III (INSS da empresa sobre o pró-labore)
- Lei 9.249/1995, art. 3º (adicional do IRPJ)
- Lei 15.270/2025 (lucros e imposto mínimo)
- Código Civil, art. 50 (confusão patrimonial)
- Receita Federal